Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
.......

Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
.......

Vamos fazer o que ainda não foi feito







segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Pulgas

Como não atendi o telefone o convite foi ainda mais estranho pois chegou por mensagem escrita .
Vou adoptar um cão , queres vir comigo ?
Sem nada para fazer aceitei o convite , á hora marcada estava eu sentado no carro no lugar do passageiro para uma viagem de pouco mais de 30 km rumo a um canil municipal onde a minha amiga Marta tinha descoberto um cão para adopção.
Tudo aquilo era muito estranho e pela viagem fui tentando saber mais detalhes, não abusando das perguntas pois o nervoso miudinho estava presente nas expressões e na voz da futura “ mãe “ .
Fiquei a saber que ela já tinha estado com o sortudo cão por duas vezes e talvez por isso a química já existente entre os dois, confesso que o dito sortudo é duma beleza rara e com um focinho que convida a sermos simpáticos com ele.
Tratadas todas as formalidades era hora de regressar com mais um passageiro no carro , desta vez tomei eu o lugar de condutor pois a nova “mãe “ já não largou o cão dos braços dando-lhe mimos e miminhos ate ele ter adormecido .
Chegado a casa e no silencio das minhas paredes questionei-me porque razão não me podia eu tornar um “ pai “ , de facto enquanto ela tratava das formalidades eu ainda a passear pelo canil e foram vários os que podiam ser eleitos para partilhar comigo os m2 de minha casa.
A conclusão foi obvia não tenho uma vida suficientemente regular para poder ter um cão em casa, admito que seria uma óptima companhia , se falo com as paredes com os quadros de minha casa e ate com o frigorifico seria muito mais lógico falar com um cão, pois este teria certamente expressões de resposta aos meus monólogos, mas os contras na argumentação foram sendo sempre mais fortes e por isso a conclusão foi que não irei partilhar o meu espaço nem com cão nem com gato.
Provavelmente estarei escondido numa atitude egoísta, mas o que me ficou na retina foi a transmissão de afectos dados e recebidos pela minha amiga Marta , isso me deixou nostálgico, saudoso de ter alguém com quem partilhar afectos .
Ao Pulgas e á sua nova “ mãe “ desejo as maiores felicidades !

1 comentário:

Água na peneira... disse...

Sensibilizar-se com essas atitudes é ou pode ser um primeiro ingresso nesse universo, tanto dos que acolhem, cuidam, e compartilham alguns confortos como indignar-se com aqueles que praticam barbaridades não só contra os cães, mas os porcos, as galinhas, as vacas etc... ou seja, contra a vida de modo geral.
Boa sorte a sua amiga e ao novo amigo. Mais do que isso que você descreve, ela terá dele eterna gratidão.