Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
.......

Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
.......

Vamos fazer o que ainda não foi feito







quarta-feira, 30 de março de 2011

Carta a Portugal


Meu Portugal ,

Não é fácil escrever esta carta neste momento que estas numa agonia e que arrastas contigo os teus filhos que sempre tentaram dignificar o teu nome.
Nos últimos anos não resististe á vida fácil, foste criticando os teus filhos que tinham comportamentos menos dignos mas não conseguiste ser exemplo para eles , nas costas de todos foste te deixando envolver no mundo da corrupção e do compadrio apontando a culpa para uma crise que tu não soubeste gerir por estares demasiadamente viciada em maus hábitos.
Na tua casa que orgulhosamente chamas de parlamento permitiste que fosse habitada por gente que apenas olhou aos seus interesses pessoais, gentinha marginal nos seus pensamentos e actos mas que berravam nas janelas que representavam os teus filhos, foi com a ajuda dessa gentinha e com aquele homem que ao longo dos anos foi enganando os teus filhos numa caminhada sem vergonha que chegaste a este declínio onde as tuas irmãs sempre fieis como a Alemanha e a França te olham de forma desconfiada mas sempre prontas a te extorquir juros aos teus pedidos de sustento.
Tomei conhecimento que ate aquela irmã que tanto desprezaste ao longo dos anos pelo facto de ela estar do outro lado do mundo, foste pedir ajuda, pena foi que nestes últimos anos não tenhas olhado para essa tua irmã desprezada para aprenderes como ela sobreviveu e lutou pela vida, sim eu sei que essa tua irmã viveu anos e anos numa desgraça igual á que tu vives hoje e sabemos que ainda não se curou dessa doença mas soube ter a humildade de a assumir e lutar contra o vicio que a destruiu durante anos e anos para hoje apesar de não vestir roupas de luxo se mostrar aos outros de cara lavada e levantada, coisa que tu já não consegues.
Ainda te lembras quando em 1974 os teus filhos souberam dizer um basta aquele que foi teu amante durante quase 50 anos ?
Os teus filhos fizeram isso com o risco das suas próprias vidas para te tirar das mãos de um tirano que explorava e abusava dos teus filhos e que bem que me lembro da forma como tu ficaste agradecida e foste reconhecida pela tua bravura por quase todas as tuas irmãs, e agora que os teus filhos cresceram souberam o que é a liberdade, tu numa atitude rameira deixas-te cair o teu nome na mais promíscua das vidas.
Eu que também sou teu filho , não te virarei as costas , mas chegou o momento de te dizer que já chega de te envolveres com gentinha medíocre, já tens séculos de vida e por isso uma historia digna que te persegue e como tal neste momento só teço a ti pátria mãe que tenhas dignidade e olhes para os teus filhos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Para os orgulhosos e orgulhosas




Quero ser o teu amigo.


Nem demais e nem de menos.


Nem tão longe e nem tão perto.


Na medida mais precisa que eu puder.


Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, da maneira mais discreta que eu souber.


Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.


Sem forçar tua vontade.


Sem falar, quando for hora de calar.


E sem calar, quando for hora de falar.


Nem ausente, nem presente por demais.


Simplesmente, calmamente, ser-te paz.


É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!


E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...


Poema Amizade de Fernando Pessoa

quinta-feira, 24 de março de 2011

Viagem pelo meu Moleskine



O ultimo apontamento para o meu atual Moleskine chegou ontem, uma simples nota sobre um poema de Fernando Pessoa que provavelmente em breve irei colocar aqui, mas posso dizer que termino este bloco em grande, o poema "amizade" de Fernando Pessoa que ainda vou ler e reler em pormenor é sem duvida algo de valioso.
Depois de colocar a ultima nota fiz uma pequena viagem pelas folhas onde encontrei um pouco de tudo, nomes de musicas, pequenos poemas , frases soltas de gente famosa ou anónima, datas de factos marcantes, no fundo em cada pagina encontrei algo de importante e que me marcou pois só assim se justifica o registo.
Para memoria futura algumas paginas resolvi digitalizar, agora o velhinho Moleskine vai para a gaveta e o novo já tem um escrito na sua primeira folha, uma referencia a um poema que fala de saudade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera, borboletas, abelhas e outras coisas....


Chegou a Primavera , chegou com um Sol lindo daqueles que as crianças desenham pousado num céu azul e limpo, a temperatura subiu rapidamente e o sorriso na face das pessoas apareceu, ate a lua se quis associar á festa ficando no seu maior esplendor dos últimos anos é a Primavera.

Sábado de manha e repetido no domingo de manha fui beber estes primeiros raios de sol junto ao mar, sentado numa esplanada com um café e uma agua das pedras bem gelada com uma rodela de limão, o objectivo era ler um curioso livro que tinha comprado uns dias antes, acabei perdido a olhar a linha do horizonte e a escrever loucuras numa folha de papel que rapidamente se transformou em duas e em três folhas, a Primavera tinha chegado mas a minha mente era de Outono daqueles Outonos frios e tristes , escrevi como se isso fosse resolver alguma coisa, escrevi como se isso fosse a solução para o meu problema, escrevi como se fosse o único do mundo, escrevi carregado de egoísmo quase a não respeitar a quem pretendia enviar aquelas folhas enroladas e metidas numa garrafa delicadamente pousadas no oceano gelado que levasse aquela mensagem ate onde o oceano tem as aguas mais quentes.
A primavera que chegou e eu não aproveitei, não me livrei deste Outono que contagia e arrasta os outros , se nas minhas observações e conclusões posso ser injusto ainda mais sou injusto ao tentar arrastar comigo quem sabe viver o inicio do seu Outono como se uma Primavera fosse.
Vivemos estações diferentes, mas climas iguais , a minha primavera acaba por ser o teu Outono e o teu Verão o meu Inverno, trocamos flores mas com pétalas quebradas enviamos um ao outro abelhas traiçoeiras e que mordem ate chegar ao nosso sentimento , usamos repelentes que nos intoxicam como se fosse a solução para evitar as picadas das abelhas multifacetadas com um veneno suave de ciúme e guardamos em caixinhas as nossas borboletas de cores garridas e asas abertas que deviam ser partilhadas racionalmente e naturalmente.
Vamos soltar as nossas borboletas, temos ambos uma vasta colecção que podemos partilhar e dividir , sem medos em recordar borboletas antigas mesmo que já não sejam do nosso habitat actual, ou criar expectativas de novas colecções de borboletas criadas a dois, pois existe sempre espaço para se enviar uma borboleta de asas coloridas que perfuma o ar e atordoa e afasta as abelhas de ferrão afiado que nos perseguem.

sábado, 19 de março de 2011

Nesta data especial ....porque tenho saudades .......


Porque existem memorias que não se apagam ....
Nesta data especial , um belo poema de Pedro Abrunhosa

A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz

Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto

Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

E não desistas de mim
Não te percas agora


Pedro Abrunhosa

terça-feira, 15 de março de 2011

Carta de alforria


A carta de alforria era dada aos escravos dando-lhes a liberdade de movimentos, eu não me sinto escravo de nada, apenas sou fiel aos meus princípios e pensamentos não descarto sentimentos , se me perguntam se fiz alguma escolha , respondo que sim que a fiz á alguns anos, uma escolha sofrida mas compensatória , uma escolha que ia alem de um sonho mesmo que fosse sempre transportada com essa filosofia, foi a minha maior escolha e o tempo dirá se foi a mais acertada, eu não me arrependo dessa escolha e de tudo que ela envolveu, foi a minha escolha e ainda é o meu trilho.
Não pretendo nem nunca pedi a minha carta de alforria, pois não é uma simples carta de alforria que me liberta das grilhetas que tenho no coração, não tenho um trilho novo , o meu trilho é transparente como a agua que o atravessa, mas é um trilho que fui desbastando apesar de a floresta que vou cortando ser de imediato plantada com galhos ainda mais fortes que me deixam perdido na selva dos sentimentos.
Para que me serve a liberdade de movimentos, se a liberdade de pensamento esta presa a algo que acredito mesmo que ventos e tempestades tentem destruir, alguns conseguem dizer e pensar que vivem sem grilhetas nos sentimentos, fazem um esforço enorme por se libertarem dessas correntes, preferem viver na escravatura do que talvez gostassem que fosse em vez de se unirem a outros acorrentados para que juntos consigam a plena das liberdades.
A liberdade não tem preço é dos nossos maiores bens , mas a liberdade vazia ou incolor não faz sentido, a nossa liberdade só faz sentido se for partilhada.
Não estou á venda em leilão de escravos, também não estou á procura de novo feitor , estou perdido , sim estou desesperadamente perdido ! ! Não quero vender a minha alma ao Diabo nem hipotecar onde acredito que serei feliz , sou personagem de um filme mudo onde procuro um pequeno ruído que teimosamente se abafa na corrente dos sentimentos.
Não coloquem palavras na minha boca, nem me perguntem aquilo que todos sabem a resposta, elevem o pensamento ao nivel do entendimento pois só assim encontramos a nossa verdadeira liberdade de pensamento e sentimento.
Abram alas á orquestra de musica deixem a musica fluir naturalmente para que seja de todos, não guardem instrumentos ou amarrem notas musicais de forma a dominar o ritmo natural da musica.

sexta-feira, 11 de março de 2011

confuso.....


O impensável por vezes acontece....
Agora estou confuso , não sei o que fazer.
Não nego que previa a medo que isto pudesse acontecer, mas também talvez não tenha feito nada para evitar, agora estou confuso !
Agora necessito de colocar as ideias em ordem, ver o que esta correcto ou não , mas não nego que não sei o que quero, a minha moral esta em alta mas não pretendo que esta moral em alta me arraste para caminhos que não pretendo ou não devo trilhar.
Não me livro de uma " doença " antiga e sei que este não é o antibiótico certo para esta "doença" pois tem demasiadas contra-indicações.
Ai que confusão !!

terça-feira, 8 de março de 2011

M ; M ; I ; M


As flores vão para as mulheres da minha vida ,
M= Mãe, a mulher a quem tudo devo , sem ela não estaria aqui a escrever estas letras, a general do exercito familiar , que um dia me disse com o seu dedo em riste , nesta família não existe lugar para divorciados, a mulher com quem provavelmente já discuti mais na vida, a mulher de quem gosto de receber um abraço, a mulher que diz que só quer a minha felicidade e que procura a felicidade dela com os meus adjectivos e predicados, entendo e faz parte desta galeria porque a amo e não vejo o meu mundo sem ela.
M= Mané a mulher que me fez o homem mais feliz da vida quando á 20 anos peguei na primeira vez na minha filha, uma mulher que me fez feliz ate o dia em que algo fez descarrilar o comboio que construimos juntos, o seu forte orgulho deteriorou todo um passado, aos poucos foi sabendo reconhecer os erros e soube me apontar os meus, hoje figura sem duvida nesta galeria de honra, pois é uma amiga com A muito grande, alguém que partilha e me deixa partilhar e que recentemente se tem aproximado de uma forma que quase diria perigosa pois corremos riscos de traçar caminhos já percorridos, vivo hoje um sentimento estranho de cada vez que estamos juntos e cada vez são mais .È uma amiga que tem estado presente e por quem nutro uma grande amizade.
I= Inês , o meu tesouro maior , aquela que me deixou com pouco cabelo e quase todos brancos, quem sempre lutou por aquilo que nos seus defeitos de teenager pensou ser o melhor para mim e para ela, atitudes que nem quero lembrar e que tanto me prejudicou, mas é a minha Princesa e por ela tenho feito tudo ate hipotecar a minha possível felicidade, mas fará sempre parte do meu quadro de honra.
M= Marlene , Difícil escrever ate porque o destino hoje me trouxe a um local que para mim será sempre mítico, hoje não vivemos os momentos dourados que já vivemos, no entanto nutro uma admiração enorme baseado na sua filosofia de vida com quem muito aprendi, actualmente vivemos seguramente o nosso período menos bom, situação entendivel pois acredito que tem o coração pelo qual eu tanto lutei, ocupado e com isso logicamente mais " distraída " mas não deixa de ser alguém que me diz muito e que acredito que nutre por mim um sentimento carinho mesmo que a sua " distracção " não permita se expandir , mas quem não fica "distraído " se esta de coração cheio ?
Ela vai figurar sempre no meu quadro de honra, porque é seguramente a MULHER mais fantástica que já conheci em toda a minha vida.