

Bilbao é daquelas cidades onde devemos chegar e logo partir .
Capital do pais basco, cidade marcada pelos actos terroristas e ninho dos activistas da ETA , vive-se permanentemente num clima de insegurança apesar da anunciada trégua da ETA .
Os policias parecem bandidos de cara tapada pois ser policia é ser um servo do poder central e como tal fica-se com a cabeça a premio, transportar pela rua é razão para se ser abordado e questionado sobre o que se transporta para onde vamos e de onde vimos, os detectores de metais estão presentes em todos os locais o que nos transmite uma insegurança pois existe sempre o clima que algo pode acontecer.
No meio de tudo isto surge o edifício do museu Gugganheim que é sem duvida uma das obras de arquitectura mais fascinantes que já vi, já o tinha visto antes mas o edifício parece sempre diferente, talvez pelo esplendor do seu exterior o interior parece ser algo banal quase não justificando o custo do bilhete para a visita.
O táxi para o aeroporto transportava orgulhosamente a bandeira do pais basco colada no vidro e o motorista questionado por mim sobre aquela estranha forma de viver respondeu-me que em todas as lutas pela justiça tem que existir mártires …. Achei por bem não desenvolver muito mais a conversa pois apenas estarei disponível para ser mártir em lutas que não sejam sangrentas, covardes e marcadas pelo terror .

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