
Por vezes batemos á porta de alguém … TOC , TOC
Por vezes a porta se abre e temos um sorriso que nos abraça e enche o coração
Por vezes um silencio que mete medo
Por vezes escutamos barulhos mas ninguém nos abre a porta
Por vezes vimos alguém na janela que nos acena mas não nos abre a porta
Por vezes estamos fechados na nossa carapaça como se o mundo fossemos só nos , ficamos egocêntricos , egoístas fundamentados em razões antigas para podermos transmitir a imagem da indiferença, são momentos que ( erradamente ) nos orgulhamos da nossa bravura, destreza e capacidade de gerir emoções.
Quando estamos bem, felizes e realizados temos a forte tendência de esquecer um pouco os outros , ficamos surdos na forte esperança que ninguém nos bata á porta, queremos tudo menos escutar um TOC,TOC.
Quem usa os nós dos dedos para bater numa porta faz um exercício quase piedoso como que percorrendo uma rua iniciando pela casa dos mais dotados, mais ágeis , mais honestos, sinceros e vai descendo ao ritmo das recusas ate que desiste porque existem portas de papel que se forem batidas mesmo que de leve se desfazem em futilidades banais.
Por vezes batemos á porta de alguém … TOC, TOC

1 comentário:
Eu gosto da forma como você escreve, falando das individualidades em tempos de plural. Dá um sentido de coletivo e de inclusão e eu me identifico em muitas das suas palavras.
Gostei imensamente desse texto.
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