Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
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Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
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Vamos fazer o que ainda não foi feito







terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Navegando para ......... Sul


Sou de uma cidade de navegadores e talvez por isso sempre segurei o meu leme no sentido de navegar num Titanic, algo com muita gente á minha volta numa família de passageiros para a viagem da vida.
Talvez por ser obcecado por um Titanic acabei naufragando, talvez porque nem todos os tripulantes tivessem o mesmo sentido e rumo.

Fiquei como numa ilha deserta e logo eu que tanto desejava um Titanic com muita gente á mesa , barulho e correrias de crianças á minha volta, fiquei desorientado sem saber onde ficava o Norte e sem capacidade para descobrir a estrela polar.
Depois dei inicio numa viagem para Sul onde os meus antepassados encontraram riquezas inimagináveis, eu já tinha essa riqueza, mas deixei-me dominar pelos medos dos Adamastores mesmo sem ter dobrado o cabo das tormentas, senti-me assaltado violentado por piratas que me roubaram a felicidade e a dignidade.

Construí o meu barco para a minha viagem solitária o rumo foi pensado e traçado , sem astrolábio parti em busca de uns lábios com sabor, ciente que não seria uma viagem fácil rumei a Sul numa viagem guiada pelo arco-íris que me levará ao meu pote de ouro, procurei águas sem piratas nem Adamastores, mas fui eu próprio que por erros de navegação fui perdendo o rumo, por momentos senti o desespero quase não resistindo a beber agua salgada deste mar imenso, motivado por tempestades agrestes e violentas cheguei a lançar a ancora no sentido de encontrar uma sereia perdida nas aguas frias, mas nenhuma tinha aquele encanto e por isso voltei a levantar a custo a pesada ancora, içando as velas , olhando as estrelas e tomando a proa do meu pequeno barco não gritei que era o Rei do Mundo , mas gritei que o meu rumo era a felicidade.

Sei que navego sem mapa, navego sem saber o que me espera na praia, sei que tenho que cuidar deste mar salgado onde navego, sei que os ventos são contra, mas a natureza tem sempre razão e por isso deve ser respeitada, só não quero navegar ás escuras neste mar difícil, não peço um farol que me puxe para a praia,pois sei que esta praia não tem faróis, navego para Sul, sei para onde vou, só espero não naufragar


" As forças estão na certeza que vou chegar! "
Michel Desjoyeaux Navegador solitário

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