Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
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Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
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Vamos fazer o que ainda não foi feito







segunda-feira, 13 de abril de 2009

" ABUTRES "


O Abutre tem a capacidade de pressentir que a sua presa esta moribunda e por isso se aproxima sadicamente dela na expectativa que ela definhe para que possa cravar as suas garras .
Nos últimos anos, foram varias as festas de família, Natal , Páscoa , Aniversários onde eu estava bem em vários aspectos, psicologicamente , profissionalmente e sentimentalmente e nesses momentos todos aqueles que me rodeiam , familiares directos ou menos directos convergiam as suas conversas para tudo menos onde eu de facto estava bem. Se eu encaminhava a conversa para o meu destino a mesma era subavaliada e fortemente desvalorizada.
Esta Páscoa ou melhor dizendo este Domingo de Páscoa devo ter inalado um qualquer cheiro que fez os “ abutres “ se aproximarem e rondarem a minha cabeça, o facto de não estar bem psicologicamente, profissionalmente e em especial sentimentalmente deve ter feito com que aqueles e aquelas profetas da desgraça logo se abeirassem para saber o que se passava , o que se tinha passado , o porque , o como vai ser agora , o que vais fazer , ate mesmo o “eu já previa essa situação “
Foi um Domingo em que me senti num árido deserto , árido de ideias e sentimentos , árido porque olhava para todas as direcções em busca de algo que me fugiu pelo meio dos dedos apesar da minha tentativa desesperada de segurar, á minha volta apenas escutava os “ abutres “ com riso de Hienas vangloriando-se das suas vitorias e sem esperarem pelo meu óbito souberam dar bicadas como que arrancando pedaços de mim.
Se no inicio falei demais , no final cai no mesmo erro.
Já tudo me mete nojo e dá-me náuseas , já não sei se sou eu que cheiro mal ou se são os outros, duma coisa estou certo, mentir compensa mais que falar verdade aos olhos de quem de nós desconfia.

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