
Em conversas que já tive com homens de varias nacionalidades é curioso o facto de termos em comum algo da nossa infância que é o “ dono da bola “ .
Nos tempos de escola e nos intervalos das aulas havia sempre jogo de futebol e havia sempre o dono da bola que só convocava os seus amigos e imponha as regras e tudo em nome de ele ser o dono da bola, situação que orgulhosamente repetia para marcar bem a sua posição , e se estava mal disposto , nem havia jogo, guardava a bola e ponto final.
Por razões varias existia uma enorme vontade de jogar, mas estávamos sempre castrados e hipotecados ao dono da bola e as regras voláteis que ele imponha.
A vontade de jogar era enorme, pois era o pouco de bom que nos restava e por isso mesmo com magoa estávamos sempre presentes, mesmo que por vezes estivéssemos como um criança esfomeada a olhar a montra da padaria.

2 comentários:
Oi,
Li esse artigo e coloco como sugestão de leitura:
"Estamos ainda respirando os ares do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula Um, e não consigo falar sobre F1 sem lembrar o nosso ídolo maior neste esporte, Ayrton Senna. Uma das coisas que mais admirava nele era a capacidade que desenvolveu para dirigir muito melhor que qualquer outro piloto em dias de chuva. Isto foi um diferencial importante para a conquista de várias pole positions, corridas e alguns títulos mundiais. Isso em um ambiente notoriamente complexo e altamente competitivo. Nestes dias em que a crise mundial ganha destaque nas primeiras páginas dos jornais do mundo inteiro, algumas empresas ainda continuam muito bem e seguindo em frente, como se a crise fosse irrelevante para elas. No outro lado da mesma moeda, temos grandes e respeitadas instituições, algumas centenárias, que simplesmente desapareceram do mapa. Para citar um personagem de destaque nesta crise, me agradaram muito o comportamento e a liderança de Warren Buffett. Enquanto todos estavam apavorados, realizando prejuízos e colocando seu dinheiro embaixo do colchão, Buffett, não por acaso, muito bem preparado e conhecedor profundo do mercado em que atua, enxergou na crise uma oportunidade. Arrematou uma boa fatia de grandes instituições financeiras por um preço muito abaixo do seu valor de mercado e, novamente, se tornou o homem mais rico do mundo, superando Mr. Bill Gates. Mas não foi só isso. Com este comportamento, inspirou outras lideranças mundiais e acabou sendo considerado por muitos especialistas em política e economia como o verdadeiro mentor da melhor solução para esta crise. Ele se habilitou, inclusive, a ser disputado como potencial ministro de ambos os candidatos à presidência dos Estados Unidos. E nós, como podemos nos preparar para enfrentar esta crise? Usando as mesmas armas que as empresas que estão tendo sucesso usam para atenuar seus impactos negativos. É fundamental conhecer muito bem o seu cliente e quais são as suas necessidades (CRM). É importante também ter uma estratégia inovadora e, ao mesmo tempo, uma estrutura enxuta, porém eficiente (Blue Ocean Strategy). Devemos manter ainda uma carteira de clientes com alta satisfação e lucratividade e um portfólio de produtos competitivo e adequado (Curva ABC, Matriz BCG e Matriz GE). É preciso aproveitar o valor gerado pelas sinergias internas e externas e manter um controle apurado da execução da estratégia (BSC) e finalmente, mas não menos importante, continuar vendendo com uma boa margem, com baixo custo de prospecção de venda e, o mais importante, de maneira constante e com acuracidade, ou seja, capacitação em processo de vendas. Somente estes investimentos e sua correta execução podem imunizar uma empresa para as próximas crises, tirando-a do inferno da crise e levando-a para o paraíso das oportunidades. Administrar na crise é como dirigir na chuva: se você acelerar muito, perde o controle e bate; se frear bruscamente, derrapa – e bate! Só nos resta recomendar muita preparação, atenção redobrada, fé em Deus e pé na tábua!
*Marco Leone comandou a CA do BRASIL (ex-Computer Associates) no período de 2002 a 2007, é administrador com MBA pela FGV-SP, tendo concluído cursos de especialização em negócios no INSEAD , WHARTON e HARVARD Business Schoo, é sócio da SALESOLUTION,empresa focada em desenvolvimento de vendas."
(Marco Leone Fernandes)
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