
Lembro-me de em criança embrulhar em papel de jornal velho alguns dos pertences do meu quarto, livros, carros de brincar, caixas de jogos e de os dar de presente á minha mãe, pai e irmã , era mais que um jogo de criança era algo que me dava satisfação e não era pelo facto de saber que o que eu estava a oferecer voltava nesse mesmo dia para o meu quarto.
Com o passar dos anos não perdi este habito e por isso se vou a um shopping sozinho e se fico caminhando a ver as montras logo vou encontrando algo para oferecer a alguém , em cada objecto tento encontrar o destinatário perfeito , sei que por vezes ponho eu mais importância do que aquele que o recebe, mas isso não me deixa desmotivado, apenas penso na pessoa que o recebe e apenas com a intenção de criar um momento, curto que seja de prazer.
Por razões obvias nem tudo que vejo se transforma em presente para alguém, mas fico sempre com aquela ideia … de quem sabe um dia !
Em todos coloco um pouco de carinho, desde o mais insignificante ate ao que muito pode representar para quem o recebe, todos levam o meu carinho!
Aqueles que me dão o prazer de lidar comigo de forma mais estreita estão permanentemente sujeitos a receber um presente, é o risco que correm de eu sentir algo de bom por eles.

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