Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
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Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
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Vamos fazer o que ainda não foi feito







quarta-feira, 28 de maio de 2008

Stress


A leitura de um super artigo sobre stress de Guerra , doença que muitos homens Portugueses com mais de 50 anos sofrem devido a traumas trazidos da Guerra colonial levou-me a verificar que a nossa mente actua em conformidade com aquilo que nós próprios construímos na nossa mente .
Por norma uma criança que seja criada num seio de violência verbal ou física, seja essa violência sobre ela própria ou paralela , tem todas as probabilidades de vir a ser uma criança violenta verbalmente ou fisicamente, alguém que tenha vivido uma situação de stress profundo por acompanhar um familiar bastante doente por um largo período de tempo tem uma forte tendência de lidar com a doença de uma forma mais positiva, alguém que tenha convivido ou conviva com um deficiente físico ou mental situação geradora de stress psicológico cria nela própria um espírito humanitário elevado, nos traumas de guerra o que se traz é um misto de violência ou cobardia consoante as situações vividas, tudo isto vem relatado num estudo de um psicólogo que baseia a sua carreira na mente humana e onde alerta para um factor moderno que me chamou especial atenção .
Ele desenvolveu uma tese sobre as “ novas “ relações ou seja as relações por computador e os laços que elas criam ou melhor os laços que não criam .
Os Amigos são aqueles que nos acompanham nos bons mas principalmente nos maus momentos , ate se diz que se conhecem os amigos é no Hospital e na cadeia e hoje chamamos de amigos a todos aqueles que temos na nossa lista de contactos dos meios de comunicação que a net nos permite , desta forma desvirtuamos a palavra amizade , pois conhecemos e damos valor ás pessoas sem as conhecer na realidade, podemos falar ou não falar com elas conforme a nossa vontade ou bom humor podemos nos esconder ou não, podemos fazer de conta que estamos a dormir e estamos atentos a tudo e depois chamamos a todos amigos .
O que achei de curioso no artigo é o facto de a tese defendida vir de encontro ás razões pelas quais não sou um fã de chats ou algo parecido , defende a tese que os jovens hoje estão a criar amizades deturpadas e sem saberem ( descobrirem ) os verdadeiros valores da amizade , fica tudo demasiado fútil , demasiado fácil e a palavra amizade fica perdida, isolada e sem qualquer sentido. “Nós somos aquilo que criamos na nossa mente” se nos fechamos em amizades criadas em teclados perdemos totalmente o real valor da amizade pois essa só se constrói com factos reais e atitudes reais, e infelizes aqueles que não podem olhar no espelho e dizer que não tem um verdadeiro amigo que não seja baseado em teclas de computador .

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