Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram,
Quando por dentro eu sei que choram.
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Mesmo que chova no Verão,
Queres dizer " Sim " mas dizes " Não "
.......

Vamos fazer o que ainda não foi feito







sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Violência Domestica.

Li esta semana , que a violência domestica em Portugal aumentou 11% desde 2006 altura em que foi feito o ultimo estudo sobre a matéria .
Sem duvida um facto preocupante se levarmos em conta que muito tem vindo a ser feito no sentido de inverter o numero de casos participados ás autoridades .
Hoje é considerado um crime publico , logo não tem que existir uma queixa da(o) agredido ou agredida para ser crime, esta medida veio permitir que os hospitais possam chamar as autoridades sempre que desconfiem de um acto de violência domestica, foram criadas linhas telefónicas de contacto grátis para apoio as vitimas , as autoridades nas grandes cidades deram formação em especial a mulheres policias para atenderem estes casos, tudo isto devia ter os seus frutos , mas a frieza dos números diz o contrario.
Existem estudos que dão varias versões para este tipo de violência, que vão desde problemas como o desemprego e degradação social passando pelo alcoolismo ate ao facto de quem tiver crescido e assistido a violência na infância ser um sério candidato a ser um praticante dessa mesma violência.
Numa conversa de ocasião foi-me narrado o caso de uma mulher que deu entrada na urgência de um hospital bastante maltratada e negando que tivesse sido vitima de agressão , em conversa com a medica que a assistiu acabou por confessar o crime de que tinha sido vitima e foi-lhe comunicado que o caso seria entregue á policia. Como resultado a mulher fugiu do hospital sem ainda estar totalmente tratada sem que antes não tivesse suplicado que não comunicassem o caso á policia .
Nesse mesmo dia numa roda de amigos contei o caso a uma amiga juíza de tribunal pedindo-lhe ( que abuso o meu ) que fossem duros nas penas á aplicar a quem pratica tais actos, como resposta tive uma teoria filosófica, que era necessário entender quais as consequências para a família em questão, caso o prevaricador fosse detido e por isso mesmo a pena aplicada é na maior parte dos casos uma chamada de atenção mesmo que o réu seja reincidente na matéria .
Diz o povo e com razão que :
“Em casa onde não á pão todos ralham e ninguém tem razão “
Se não houver uma politica social adaptada as necessidades de cada região que permita dar cobertura a situações pontuais, não adianta tomar medidas preventivas pois a justiça vai julgar o aspecto social e não o aspecto que lhe compete.

Mas afinal em que ficamos ?
Ficamos num aumento de 11% que para o ano será certamente superior e continuamos todos a olhar para o lado pois o problema não é na nossa casa .

1 comentário:

Água na peneira... disse...

Tão atual quanto preocupante, trazer à luz a questão da violência doméstica é lembrar que esse é um aspecto de um universo mais amplo que delineia a condição de marginalização da mulher na sociedade.
A história mostra que a mulher tem sido a grande vítima da supremacia de uma cultura machista que empodera o homem, muitas vezes encorajando-o a tomar certas atitudes, que, em decorrência do poderio de um sobre o outro, essas atitudes acabam sendo omitidas ou mascaradas pela própria sociedade em nome de alguns 'valores'.
Outro aspecto a ponderar é que por vezes essas situações nos colocam em uma armadilha, levando a crer que seja este acontecimento uma característica apenas da família de baixa renda.
O tema é complexo e somam-se aos sócio-econômicos outros fatores culturais, envolvendo questões de gênero, de religião, etc. colocando também outros indivíduos nessa condição de vulnerabilidade.